Após mais de quatrocentos anos de perseguição e proibições, o jogo da capoeira chega aos nossos dias – conhecido e praticado em todo Brasil – com um conteúdo artístico, filosófico, cultural, social tais que o tornam uma das mais importantes manifestações de nosso povo. É costume dividir sua história em três períodos: escravidão, marginalidade e ensino nas academias. Esta divisão – embora simplista e superficial – tenta dar em poucas palavras uma visão panorâmica cujo maior mérito é ressaltar a força, a capacidade de adaptação e sobrevivência, e a resistência – inacreditáveis – da capoeira.
ESCRAVIDÃO: A capoeira – uma forma de luta – teria se disfarçado em dança para iludir e contornar a proibição de sua prática por parte dos feitores e senhores de engenho.
MARGINALIDADE: Após a abolição da escravatura, em 1888, ex-escravos capoeiristas não teriam encontrado lugar na sociedade e caíram na marginalidade, levando consigo a capoeira, que foi proibida por lei.
ACADEMIAS: Na década de 1930 foi revogada a lei que proibia sua prática e abriam-se as primeiras academias em Salvador: a capoeira saiu das ruas – e da marginalidade - e começou a ser ensinada e praticada em recinto fechado.
Texto retirado do Livro:
Capoeira Os Fundamentos da Malícia – Nestor Capoeira






